Polícia Militar Ambiental combate à pesca predatória durante a “Operação Carnaval”

Campo Grande (MS) – A pesca estará fechada durante o período de Carnaval em todos os rios do Estado, à exceção da calha do Rio Paraguai, que desde o dia 1º de fevereiro está aberta na modalidade pesque-solte. Devido ao grande índice de turistas que adentram o Estado, bem como os que já estão na região de Corumbá e Porto Murtinho, a Polícia Militar Ambiental iniciou às 12h, desta sexta-feira (9.2) a “Operação Carnaval”, dentro da Operação Piracema.

O foco principal da ação é a prevenção e repressão à pesca predatória durante o período fechado, que deve se estender até o dia 2 de março, no sentido de evitar que turistas que vão pescar cometam infrações. Durante a operação passada, a PMA autuou 25 pessoas e aplicou R$ 72 mil em multas.

De acordo com a PMA, como a pesca está aberta na modalidade pesque-solte na Calha do rio Paraguai, o comando reforçará o policiamento em Corumbá e Porto Murtinho, cujas áreas envolvem a calha do referido rio. As outras cidades com tradição carnavalesca, que receberão maior número de turistas, tais como: Bonito, Jardim, Coxim, Aquidauana e Miranda receberão efetivo da sede (Campo Grande) e de outras Subunidades situadas em cidades que não receberão muitos turistas durante o carnaval.

Em razão de a pesca permanecer fechada também na bacia do Rio Paraná até o dia 28 de fevereiro, também serão reforçadas as subunidades dos municípios de Bataguassu, Aparecida do Taboado, Batayporã e Três Lagoas, além dos postos fixos das Cachoeiras do rio Anhanduí, em Bataguassu, Rio Verde, em Água Clara e Salto do Pirapó, em Amambai. Além disso, os demais postos instalados nas cachoeiras e corredeiras durante a Operação Piracema receberão reforços durante o Carnaval.

Equipes da sede (Campo Grande) também farão fiscalização itinerante, exercendo serviços de barreiras e fiscalização fluvial, especialmente nas regiões de divisas do Estado e fronteira. Cerca de 80% do efetivo estarão envolvidos na ação, pois os comandantes das 25 subunidades empregarão todo o efetivo, inclusive, o pessoal do administrativo, no trabalho de fiscalização.

Apesar do foco ser a fiscalização à pesca, outros tipos de crimes ambientais serão fiscalizados, tais como: o desmatamento ilegal, exploração ilegal de madeira, incêndios, às carvoarias ilegais e ao transporte de carvão e de outros produtos florestais, transporte de produtos perigosos, caça, bem como demais crimes contra a flora e fauna e ainda de atividades potencialmente poluidoras.

Crimes de outra natureza também serão coibidos nas barreiras da PMA, como tem sido feito nos trabalhos rotineiros, quando se tem apreendido drogas, armas, contrabando, veículos furtados e roubados e outros.

Alerta

A exceção do pesque-solte na calha do Rio Paraguai, a PMA informa que a única pesca permitida neste período tanto no Rio Paraguai, nos rios de domínio do Estado de Mato Grosso do Sul e na Bacia do Rio Paraná é a pesca de subsistência, ou seja, manutenção da vida. Neste caso, quem pode pescar é o ribeirinho e populações tradicionais que precisam da proteína do peixe para manutenção de sua vida. Eles podem capturar 3 kg, ou um exemplar, respeitando as medidas permitidas, porém, não podem comercializar em hipótese alguma. Portanto, a população das cidades lindeiras, bem como pessoas que vão passar o ferido prolongado nestes locais, não adianta afirmar que está pescando de varinha na margem do rio, afinal essa modalidade também é proibida.

Nos Lagos das Usinas do Rio Paraná, o pescador amador pode capturar 10 kg mais um exemplar de peixes exóticos e não nativos da bacia, tais como: tucunaré, corvina, tilápia, bagre africano, porquinho etc. Para o profissional não há limite de cota de captura para as espécies citadas, porém, não pode o profissional não pode utilizar petrechos de malhas, espinheis, anzóis de galho, fisga e outros petrechos proibidos.

A PMA alerta ainda aos foliões e às pessoas que vão descansar em ranchos e locais às margens dos rios, que respeitem a legislação, não pescando nos locais proibidos e soltando os peixes nos locais onde estará permitido o pesque-solte, que é a calha do Rio Paraguai.

O desrespeito à legislação pode levar os infratores a serem presos e encaminhados à Delegacia de Polícia Civil para lavratura do auto de prisão em flagrante, podendo, se condenados, pegar pena de um a três anos de detenção. Além do mais, terão todo o material de pesca e mais motor de popa, barcos e veículos utilizados na infração apreendidos, além de serem multados administrativamente em um valor que varia de R$ 700,00 a R$ 100 mil, mais de R$ 20,00 por Kg do pescado irregular.

Assessoria de Comunicação Polícia Militar Ambiental (PMA)