Prejuízos provocados por quadrilha que esquenta carros de luxo podem chegar a R$ 10 milhões

  • Publicado em 01 ago 2019 • por Joelma Belchior •

  • Campo Grande (MS) – Seis pessoas foram presas nesta quinta-feira (1º), durante a operação Mau Despacho deflagrada pela Polícia Civil em Mato Grosso do Sul e Goiás. Os presos integram uma associação criminosa especializada em esquentar carros de luxo, que em um ano pode ter provocado prejuízo de R$ 10 milhões.

    Entre os presos estão dois empresários de Rio Verde de Goiás e quatro despachantes de Paranaíba. Os comerciantes que tem garagens no estado vizinho eram responsáveis pela locação fraudulenta e os despachantes pela adulteração e falsificação dos documentos dos veículos.

    De acordo com o delegado Regional da Polícia Civil de Paranaíba, Wallace Martins Borges, que coordenou as investigações, em um ano o grupo fraudou entre 80 e 100 veículos de luxo e causou um prejuízo estimado de R$ 10 milhões. “Os donos das garagens utilizavam laranjas para locar os veículos nos aeroportos e iam para Paranaíba, onde com a ajuda dos despachantes faziam a transferência fraudulenta”, afirma Wallace.

    Na ação de hoje foram recuperados 9 carros de luxo em Rio Verde de Goiás e Itajá, em Goiás e em Paranaíba e Cassilândia no Mato Grosso do Sul. Também foram apreendidos diversos cartões utilizados para locar os carros e folhas de cheque recebidas como pagamento pelos criminosos, que movimentam várias contas bancárias.

    A ação criminosa

    Os criminosos identificavam os carros de luxo disponíveis nas locadoras de aeroportos das capitais brasileiras, na sequência selecionavam “laranjas” para realizar a locação dos veículos, que eram levados para Goiás. No estado vizinho, com procurações falsas os criminosos emitiam o Certificado de Registro de Veículo (CRV) e reconheciam firmas dos falsos vendedores.

    Os carros seguem para Paranaíba, onde com a ajuda dos despachantes as transferências fraudulentas dos carros de luxo para os nomes dos laranjas aconteciam. A venda era feita pelos garagistas integrantes do bando, que assim como os demais percebiam lucros com a ação criminosa.

    Conforme o delegado o Departamento Estadual de Trânsito não tem envolvimento nas fraudes, mas as investigações apontam despachantes, funcionários de cartórios, vendedores de carros e escritórios de advocacia integram a associação criminosa.

    A Investigação

    O grupo criminoso começou a ser investigado em maio deste ano, através da troca de informações entre a Polícia Civil e a Polícia Rodoviária Federal, após a Polícia Militar de Goiás apreender um veículo que foi locado de maneira fraudulenta, e revendido para uma terceira pessoa de boa fé.

    A operação Mau Despacho deflagrada hoje pela Polícia Civil envolveu 81 policiais, de Mato Grosso do Sul, da Polícia Civil e Militar de Goiás e agentes da Polícia Rodoviária Federal. Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e 6 mandados de prisão.

    Conforme o delegado Wallace há outros envolvidos identificados e as investigações vão continuar. “Surgindo novas evidências nós faremos uma nova fase da operação”, concluiu.

    Reportagem Assessoria de Comunicação da Polícia Civil 

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