Detentas do semiaberto da Capital ganham novos espaços para trabalhos e cursos

  • Publicado em 19 jun 2015 • por •

  • Campo Grande (MS) – O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), inaugurou na manhã desta quinta-feira (18) um espaço específico para oficinas de trabalho e realização de cursos profissionalizantes no Estabelecimento Penal Feminino de Regimes Semiaberto, Aberto e de Assistência às Albergadas de Campo Grande.

    Com recursos disponibilizados pelo Conselho da Comunidade de Campo Grande, na ordem de R$ 42 mil, foram construídos 84 m² de área, divididos em: uma oficina de trabalho e uma sala multifuncional para cursos profissionalizantes e demais ações de educativas. No espaço, também foi erguida uma sala destinadas aos trabalhos da direção.

    A agência penitenciária e o Conselho da Comunidade lançaram também o projeto “Alinhavando Sonhos’, através do qual as reeducandas serão capacitadas em cursos de corte e costura. As sete máquinas que serão utilizadas foram adquiridas pelo Conselho da Comunidade, com investimento de R$ 27 mil. Conforme o projeto, a oficina, iniciada no Estabelecimento Penal da Capital, será itinerante, devendo capacitar internos de outras unidades prisionais de Campo Grande.
    Para a diretora do presídio, Rita Luciana Domingues, oferecer espaços adequados para o desenvolvimento de trabalhos e de cursos profissionalizantes contribui para a disciplina e reinserção social das custodiadas. “Necessitávamos de um espaço mais adequado e, graças a essa importante ajuda do Conselho, isso se tornou possível”, agradeceu.

    O diretor-presidente da Agepen, Ailton Stropa Garcia, destacou que, apesar das grandes demandas que o Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul possui, muitas ações vêm sendo desenvolvidas graças, principalmente, ao trabalho e empenho dos diretores e servidores de uma forma geral, e ao apoio constante do Poder Judiciário, Ministério Público, Conselho da Comunidade, entre outros.

    Para a promotora de Justiça Jískia Trentin, uma das idealizadoras da construção desses novos espaços para o trabalho e qualificação profissional no presídio, a efetivação do projeto demonstra a importância de “dar as mãos para que as coisas aconteçam”.

    Em seu discurso, a promotora também falou do valor da ocupação produtiva na vida das pessoas. “Sem o seu trabalho, o homem não tem honra, e sem a sua honra, se morre, se mata, não dá pra ser feliz”, disse citando um trecho da música “Menino Guerreiro”, do cantor Gonzaguinha, com referência à necessidade de se oportunizar trabalho à população carcerária para que não haja a reincidência criminal.

    Alinhavando Sonhos

     Dez reeducandas do Estabelecimento Penal Feminino de Regimes Semiaberto, Aberto e de Assistência às Albergadas de Campo Grande iniciam nesta sexta-feira (18) o curso de corte e costura por meio do Projeto “Alinhavando Sonhos”, promovido em parceria com o conselho da comunidade de Campo Grande.

    A capacitação será ministrada pela ex-interna da unidade prisional Lázara Martins dos Santos, que possui curso superior na área de moda e é empresária no ramo da costura, conquistas efetivadas quando ainda estava no presídio, servido de exemplo para as ex-companheiras de cárcere.Semiaberto-Feminino2

     

    A agência penitenciária e o Conselho da Comunidade lançaram também o projeto “Alinhavando Sonhos’, através do qual as reeducandas serão capacitadas em cursos de corte e costura. As sete máquinas que serão utilizadas foram adquiridas pelo Conselho da Comunidade, com investimento de R$ 27 mil. Conforme o projeto, a oficina, iniciada no Estabelecimento Penal da Capital, será itinerante, devendo capacitar internos de outras unidades prisionais de Campo Grande.
    Para a diretora do presídio, Rita Luciana Domingues, oferecer espaços adequados para o desenvolvimento de trabalhos e de cursos profissionalizantes contribui para a disciplina e reinserção social das custodiadas. “Necessitávamos de um espaço mais adequado e, graças a essa importante ajuda do Conselho, isso se tornou possível”, agradeceu.

    O diretor-presidente da Agepen, Ailton Stropa Garcia, destacou que, apesar das grandes demandas que o Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul possui, muitas ações vêm sendo desenvolvidas graças, principalmente, ao trabalho e empenho dos diretores e servidores de uma forma geral, e ao apoio constante do Poder Judiciário, Ministério Público, Conselho da Comunidade, entre outros.

    Para a promotora de Justiça Jískia Trentin, uma das idealizadoras da construção desses novos espaços para o trabalho e qualificação profissional no presídio, a efetivação do projeto demonstra a importância de “dar as mãos para que as coisas aconteçam”.

    Em seu discurso, a promotora também falou do valor da ocupação produtiva na vida das pessoas. “Sem o seu trabalho, o homem não tem honra, e sem a sua honra, se morre, se mata, não dá pra ser feliz”, disse citando um trecho da música “Menino Guerreiro”, do cantor Gonzaguinha, com referência à necessidade de se oportunizar trabalho à população carcerária para que não haja a reincidência criminal.

    Alinhavando Sonhos

     Dez reeducandas do Estabelecimento Penal Feminino de Regimes Semiaberto, Aberto e de Assistência às Albergadas de Campo Grande iniciam nesta sexta-feira (18) o curso de corte e costura por meio do Projeto “Alinhavando Sonhos”, promovido em parceria com o conselho da comunidade de Campo Grande.

    A capacitação será ministrada pela ex-interna da unidade prisional Lázara Martins dos Santos, que possui curso superior na área de moda e é empresária no ramo da costura, conquistas efetivadas quando ainda estava no presídio, servido de exemplo para as ex-companheiras de cárcere.

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    Durante o lançamento do projeto, Lázara, que hoje cumpre livramento condicional, deu um depoimento emocionante sobre como é possível reconstruir a própria história de vida com esforço, vontade e dedicação: “Eu fiquei 10 anos presa no regime fechado e, para mim, a vida era só aquilo ali mesmo. Aí eu vim para o semiaberto e comecei a pensar que podia ser diferente; consegui trabalho com o Conselho da Comunidade, depois comecei a minha empresa de costura e hoje eu dou emprego para outras internas. É difícil muitas vezes pensar que vamos trabalhar como costureira e ganhar só um salário mínimo, mas isso é só um começo, a gente tem que trabalhar  para ser a melhor costureira da empresa, quando pensamos que não, podemos ser promovidas a diretora da empresa, e, com muito trabalho, a gente pode se tornar a dona do próprio negócio. Basta a gente querer que não faltam oportunidades”, disse, arrancando aplausos do público presente na solenidade.

    Keila Oliveira

     

     

     

     

     

     

    Categorias :

    Segurança Pública

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