Campanha coleta DNA de desaparecidos em MS e reforça importância do serviço contínuo

  • Publicado em 19 ago 2025 • por Joilson Francelino Santana •

  • Mato Grosso do Sul conta com 15 postos de coleta que funcionam o ano todo

    A 3ª edição da Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas resultou na coleta de amostras genéticas de familiares de oito pessoas desaparecidas em Mato Grosso do Sul. A ação foi realizada entre os dias 5 e 15 de agosto, conduzida no Estado pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e pela Polícia Científica, através do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF).

    Iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com apoio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS), a campanha nacional contou com 334 postos de coleta em todo o país, sendo 15 em Mato Grosso do Sul.

    No Estado, 12 familiares procuraram os postos de coleta, sendo nove em Campo Grande, dois em Amambai e um em Três Lagoas. As amostras de saliva ou sangue serão inseridas nos bancos estadual e nacional de perfis genéticos, permitindo o cruzamento de informações para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas.

    Delegado Rodolfo Daltro, titular da DHPP

    De acordo com o delegado Rodolfo Carlos Ribeiro Daltro, coordenador da campanha em Mato Grosso do Sul e titular DHPP, quatro ocorrências de desaparecimento foram registradas durante o período da ação, incluindo um caso com mais de um ano.

    “Em outros três desaparecimentos até então não registrados, não foi necessária a coleta de DNA, uma vez que a DHPP prontamente realizou diligências, identificou o paradeiro dessas pessoas e contatou os respectivos familiares”, explicou.

    O delegado acrescentou ainda que o setor recebeu ligações de moradores do interior do Estado, que foram orientados a procurar as unidades do IALF em suas cidades para realizar a coleta do material.

    Serviço disponível o ano todo

    Diretora do IALF, Josemirtes Socorro Prado

    Para a diretora do IALF, Josemirtes Socorro Prado, a campanha cumpre papel fundamental na divulgação do serviço, mas a coleta não se restringe ao período da mobilização nacional.

    “Os resultados desta campanha são muito importantes, mas não representam um ponto final. Na Polícia Científica, a coleta acontece de forma contínua, durante todo o ano. A campanha tem justamente o papel de ampliar a divulgação e alertar a população sobre a existência desse serviço, que está sempre disponível”, ressaltou.

    Onde procurar

    Em Mato Grosso do Sul, a Polícia Científica disponibiliza postos de coleta durante todo o ano nas cidades de: Campo Grande, Amambai, Bataguassu, Costa Rica, Fátima do Sul, Nova Andradina, Coxim, Aquidauana, Naviraí, Corumbá, Jardim, Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã e Paranaíba.

    Clique aqui e confira endereços, contatos e horários de funcionamento das unidades.

    Comunicação Sejusp-MS

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